domingo, 17 de abril de 2011

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Eu, Leonardo


 


15.04.1452, Vinci - Itália
02.05.1519, Amboise - França 

Nós, humanidade, somos sortudos de ter entre nós grandes homens como ele. Já não está, mas a beleza dos seus ensinamentos, palavras e imagens, permanece. Talvez queira nos dizer, "sejam belos, procurem sua beleza!"
Creio que é o momento de encerrar a homenagem que desejei lhe prestar nestas postagens e buscar viver o que ele deixou como legado.

Trilha sonora para ver da Vinci


 

Soneto 20 - Shakespeare
por Rufus Wainwright

quinta-feira, 14 de abril de 2011

LEONARDO DA VINCI (10)



A CIDREIRA
A língua mordida pelos dentes


A cidreira, orgulhosa de sua beleza, separou-se das árvores e, ao fazer isso, voltou-se para o vento que, não se detendo em sua fúria, arrancou-lhe a raiz e a jogou ao solo.
 A cidreira, desejando produzir um fruto nobre e belo na ponta do seu ramo mais alto, pôs mãos à obra com toda a força da sua seiva. Mas, quando seu fruto cresceu, ele fez com que o topo reto e alto da árvore inclinasse-se.
O pêssego, com inveja da grande quantidade de frutos na castanheira próxima, decidiu fazer o mesmo e carregou-se de seu próprio fruto em uma quantidade tão grande que o peso jogou-o ao chão, arrancando sua raiz e quebrando-o.
A castanheira, na beira da estrada, exibindo a riqueza de seus frutos, foi apedrejada por todos os homens que passaram.
Quando a figueira estava sem frutos, ninguém olhava para ela; então, desejosa de ser elogiada pelos homens por sua produção de frutos, ela foi vergada e quebrada por eles.
A figueira ao lado do olmo, vendo que os galhos dele estavam sem frutos e que mesmo assim ele tinha a audácia de impedir que o sol chegasse aos frutos ainda verdes dela, disse em reprovação: "Ó, olmo, tu não tens vergonha de ficar na minha frente? Mas espera até que os teus frutos estejam maduros e tu verás qual é o teu lugar". 
  Mas, quando os frutos da figueira estavam maduros, uma tropa de soldados que passava por ali atacou a árvore e arrancou os figos, cortando e quebrando os galhos.
  E, enquanto a figueira ali permaneceu, mutilada em todos os seus membros, o olmo perguntou: "Ó, figueira, é melhor estar sem frutos que ser arrastado a tal miserável situação por causa deles". 

quarta-feira, 13 de abril de 2011

LEONARDO DA VINCI (9)


O QUE VÊ O SOL





"Se o sol estiver a Oriente e você olhar para o Ocidente, verá todas as coisas completamente iluminadas, pois você vê o que o sol vê". 

"Se você olhar ao meio dia ou ao setentrião, verá todos os corpos envoltos por luzes e sombras, pois você vê o que o sol não vê".





 "Se você olhar em direção ao sol, os corpos lhe mostrarão a face sombria, pois esta não pode ser vista pelo sol".


terça-feira, 12 de abril de 2011

LEONARDO DA VINCI (8)

O LÍRIO 

Nas verdes margens do rio Ticino um belo lírio mantinha-se reto e alvo em sua haste, mirando o reflexo de suas brancas pétalas na água.
A água ansiava possuir o lírio. A cada ondulação da superfície passava a imagem da linda flor branca. E o desejo da água voltava-se para as ondulações que ainda estavam por vir.
E assim todo o rio começou a estremecer e a correnteza tornou-se rápida e turbulenta. 

  
A água não conseguiu arrancar o lírio, que mantinha-se firme no alto de sua forte haste, e então a água atirou-se furiosamente contra a margem, que foi arrastada pela inundação.
E junto com a margem foi-se a linda e solitária flor.